

Cidade 2.0
O garoto já estava acordado quando as luzes surgiram no céu. Por um instante, elas rasgaram a escuridão da noite. Com um rugido, passaram sobre a cidade adormecida. Brilharam como fogos de artifício no Dia da Independência e desapareceram além das colinas arenosas. Seguiu-se um minuto de silêncio — como se nada tivesse acontecido. E, pela manhã, o pai voltou. — Pai! — o menino correu para abraçá-lo. O homem deixou-se cair pesadamente em uma cadeira, apoiando-se no encosto de


Visitante
Dirigia o carro havia pelo menos três horas pela estrada do interior mineiro, sem descanso sob o sol escaldante. Tinha pressa. Pisava fundo o acelerador e desejava achar um posto de gasolina. Iria parar e correr direto ao banheiro. A essa altura, fatigado pelo percurso e arrependido da refeição duvidosa realizada na última parada, inventava meios de conter o ardor incessante do intestino que se fazia curto para o conteúdo borbulhante e resoluto. Tentava esquecer o infortúnio.
